Nova associação reúne lideranças do setor em São Paulo para discutir os rumos de uma indústria que movimenta bilhões e ganha peso nas discussões sobre economia digital
A rápida expansão da inteligência artificial, o avanço das discussões sobre regulamentação das plataformas digitais e o aumento da pressão por mais transparência nas relações de consumo estão redesenhando as regras de um dos segmentos mais dinâmicos da economia digital brasileira: o mercado de infoprodutos.
Diante deste cenário, nasce a Associação Brasileira de Infoprodutores (ABIP), primeira entidade criada para representar institucionalmente produtores de conteúdo, especialistas, educadores digitais e empresas que atuam na chamada economia do conhecimento. O início das atividades da associação será marcado por um encontro reservado entre lideranças do setor no próximo dia 11 de junho, em São Paulo, para discutir os principais desafios que devem impactar os negócios digitais nos próximos anos.
Presidida pela advogada Fernanda Marinela, referência nacional em Direito Administrativo e regulação, a entidade surge em um momento em que governos, empresas e plataformas buscam respostas para temas como inteligência artificial, responsabilidade digital, proteção ao consumidor, tributação e segurança jurídica.
Segundo Fernanda, a velocidade das transformações tecnológicas tornou inevitável a necessidade de uma representação institucional capaz de acompanhar as mudanças regulatórias que afetam diretamente empresas e profissionais da economia digital.
“Estamos falando de um setor que gera negócios, empregos, capacitação profissional e movimenta uma parcela crescente da economia digital. As discussões sobre regulação, inteligência artificial e relações de consumo terão impacto direto sobre milhões de empreendedores e consumidores nos próximos anos. A ABIP nasce para participar desse debate de forma técnica e construtiva”, afirma.

O encontro promovido pela associação reunirá empresários, especialistas e representantes do ecossistema digital para discutir o futuro do mercado brasileiro de conhecimento online, em um momento em que o setor busca consolidar sua maturidade institucional e ampliar sua participação nas discussões econômicas e regulatórias do país.
O conhecimento virou ativo econômico
A transformação digital permitiu que especialistas, professores, consultores e empreendedores escalassem conhecimento por meio de cursos online, mentorias, comunidades, assinaturas e programas de capacitação. O movimento criou uma nova categoria econômica baseada na comercialização de conhecimento e acelerou a profissionalização do setor.
Ao mesmo tempo, o crescimento do mercado trouxe desafios relacionados à proteção de dados, propriedade intelectual, responsabilidade civil, publicidade digital e segurança jurídica, temas que passaram a ocupar espaço crescente nas agendas regulatórias do Brasil e do exterior.
Para Fernanda Marinela, o próximo ciclo de crescimento da economia digital dependerá da capacidade de equilibrar inovação, proteção ao consumidor e previsibilidade regulatória.
“Os setores que conseguem dialogar com a sociedade e com o poder público tendem a amadurecer de forma mais sustentável. A economia do conhecimento chegou a esse momento”, afirma.
Um setor que busca voz própria
Entre as prioridades da ABIP estão o acompanhamento de projetos de lei, a produção de estudos sobre a economia digital, a defesa de boas práticas de mercado e o fortalecimento da segurança jurídica para negócios digitais.
A expectativa da entidade é contribuir para que o mercado de infoprodutos participe de forma mais ativa das discussões que envolvem tecnologia, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, consolidando sua posição como um dos segmentos mais relevantes da nova economia brasileira







Fotos em alta 













